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Devemos defender a nossa democracia



A convite da Organização das Nações Unidas (ONU,) se celebra o Dia Internacional da Democracia todos os dias 15 de setembro. O objetivo da criação deste Dia é promover a democratização e a observação dos direitos e liberdades dos seres humanos. As nações e organizações são convidadas a realizarem iniciativas que visam a promover os valores da democracia juntos das populações.


Essa data é uma oportunidade para que toda humanidade reafirme o seu compromisso para com a democracia, trabalhando para melhora-la, isto é, torna-la verdadeiramente um regime em que os direitos humanos e a justiça social são pilares principais de toda ação política e social.


Olhando para o momento que estamos vivenciando no Brasil, esse convite se faz ainda mais urgente. Com efeito, a democracia em nosso país nunca foi tão ameaçada desde a redemocratização em 1988 como está sendo nesse momento. Os ataques repetidos às instituições da república, à impressa, à ciência, a admiração declarada aos torturadores da época da ditadura e mais outras ações do mesmo tipo por uma parte da população, liderada por algumas autoridades políticas eleitas, portanto, democraticamente, são sinais de que a nossa democracia não está imune ao autoritarismo.

Não devemos pensar que está tudo bem ou ainda que essas manifestações são apenas expressões da liberdade individual destes grupos. Não são. Elas são uma ameaça real à nossa jovem democracia. Por isso, é responsabilidade de cada um de nós se colocar em sua defesa. Devemos redobrar de atenção, e não se deixar levar pelas “fake News” espalhadas por ai, que não têm outro objetivo que jogar descrédito sobre as instituições democráticas conquistadas depois de anos de luta e impor um regime autoritário.


Cada um de nós tem, como cidadão, uma responsabilidade diante da história de defender a nossa democracia destes ataques. Se comprometer em defesa da democracia, para o cristão, não é somente um ato de cidadania, mas também de fé. De acordo com o Ensino Social da Igreja, a democracia é o regime mais apropriado ao ser humano, por garantir os direitos e a liberdade de cada ser humano e por colaborar para realizar o bem comum.


O papa Francisco, na mesma linha, convida os cristãos a participarem diretamente em vários âmbitos da esfera política e social no fortalecimento da democracia obrando pelo respeito dos direitos essenciais de cada ser humano e pela justiça social. Portanto, um silêncio diante do retrocesso que está acontecendo pode nos tornar cúmplice de uma das páginas mais sombrias da história política do nosso país. Precisamos assumir a nossa missão de profeta recebida no dia do nosso batismo.



Mbaidiguim Djikoldigam, Somi-jpic Brasil


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